Revista francesa projeta Copa do Mundo de 2014: "Medo do Mundial no Brasil”

Segundo a France Football, o evento realizado pela Fifa no país, se tornou "uma fonte de angústia"

A revista France Football publicou análise dos riscos que pairam sobre o Mundial do Brasil. A publicação tem em sua capa a frase “Medo do Mundial no Brasil” e cita os atrasos na entrega dos estádios, a insatisfação da população e até as diferenças de clima entre as regiões durante o evento como as principais preocupações para a Copa de 2014.

Em seis páginas, a publicação francesa fala sobre tudo o que poderia prejudicar ou atrapalhar a Copa do Mundo, como o atraso na entrega dos estádios, o aumento do preço dos ingressos e também lembra o problema do clima no país.

A cinco meses do início da competição, o Brasil está longe de ser o lugar ideal imaginado pela Fifa para organizar a maior festa do futebol que, segundo a France Football, “se tornou uma fonte de angústia”.

A revista revela que a organização do evento expõe, por um lado, exigências da Fifa, “às vezes desmedidas, normalmente inadequadas”, e, por outro, um país de crescimento econômico fraco, com problemas políticos, corrupção e uma alta de preços insuportável.

Os franceses analisam que o dinheiro investido pelo Brasil para construir ou renovar 12 estádios e com outras obras da Copa foi de mais de 11 bilhões de euros, enquanto o orçamento do governo para a educação no país em 2013 foi de 12,8 bilhões de euros.

A France Football também culpa a corrida contra o tempo para as obras serem entregues pelas vítimas fatais, referência aos acidentes com as Arenas de Brasília, Manaus e São Paulo.

“Os doze estádios foram financiados pelo Estado embora o compromisso tenha sido com fundos privados”, escreve a France Football.

O movimento Bom Senso FC também é citado, para evidenciar os problemas do futebol brasileiro e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, em entrevista exclusiva, confessa que a entidade talvez possa ter dado confiança excessiva no Brasil para organizar o maior evento do futebol mundial. O cartola falou que “o orgulho não deve fazer esquecer os compromissos do governo com as obras de infraestrutura”.