Camila quer se firmar na seleção brasileiraEleita a melhor líbero do Mundial Juvenil-2007 e atual campeã da Superliga, Camila Brait, 22 anos, se firma, a cada dia, como o nome mais forte para substituir Fabi na seleção brasileira. Fã da jogadora e do também líbero Serginho, ela sonha repetir os feitos dos ídolos, campeões olímpicos.

"O Serginho é demais. Ele faz coisas inacreditáveis. Também gosto muito da maneira da Fabi jogar. Eles são dois exemplos", afirmou a jogadora, que defende o Sollys/Osasco no confronto com o Banana Boat/Praia Clube-MG às 19h30 desta segunda-feira, no Ginásio José Liberatti, pela Superliga.

O sorriso de menina, a personalidade extrovertida e a capacidade para defender bolas impossíveis têm feito Camila angariar fãs pelo Brasil. Vinda de uma geração que revelou nomes que brilham nesta edição da Superliga, como Natália, Tandara e Priscila Daroit, a jogadora sabe que atravessa uma fase crucial da carreira.

"Estou vivendo um momento muito bom. Tenho trabalhado bastante para buscar os meus sonhos e me manter na seleção", disse a líbero. No ano passado, Camila participou da campanha da seleção brasileira na conquista do vice-campeonato Mundial, no Japão.

"Foi incrível disputar o meu primeiro Mundial adulto. Eu aprendi muito com as meninas e nunca vou esquecer toda aquela adrenalina da semifinal e da final", afirmou a líbero. A mineira começou a jogar vôlei no colégio e, logo aos 15 anos, deixou a casa dos pais para jogar no São Caetano.

"Foi fundamental ter deixado a casa dos meus pais. Por mais difícil que seja viver longe deles, isso me deu mais força para lutar pelos meus sonhos e objetivos", explicou Camila, preparada para o jogo desta segunda-feira. "Esse é um bom jogo para nos recuperarmos (da derrota contra o Vôlei Futuro). Precisamos ter confiança e voltar a jogar bem", encerrou.