Ricardo Almeida já foi lutador do UFC – Reprodução/Sherdog

Ricardo Almeida já foi lutador do UFC – Reprodução/Sherdog

Frankie Edgar não tomou sozinho a decisão de aceitar a luta contra José Aldo no UFC Rio III, em 13 de outubro. Seu professor de Jiu-jitsu, Ricardo ‘Cachorrão’ Almeida, foi um dos primeiros consultados pelo ex-campeão dos leves, e o incentivou a aceitar o duelo com pouco mais de um mês de antecedência.

Cachorrão, que já foi lutador do UFC, revelou que Edgar ficou animado com a proposta, mas preocupou-se com o fato de a luta ser contra um brasileiro no Brasil. Para o americano, a torcida presente na HSBC Arena pode influenciar o resultado caso o combate dure os cinco rounds e for para a decisão dos juízes.

“Eu tinha acabado de chegar aqui na Califórnia e o Frankie me ligou. Falou que o Dana White tinha ligado para ele porque o Erik Koch tinha se machucado. Ele me perguntou: ‘O que você acha de eu lutar contra o Aldo no Brasil?’. Falei que era a chance de ele entrar para a história, de ser campeão em duas categorias diferentes. Falei: ‘Fica tranquilo, você não é o Chael Sonnen e vai ser bem recebido. Você vai ser vaiado no começo, mas com seu estilo de luta vai se sobressair’. A única preocupação dele era em relação aos juízes. Na última luta ele foi roubado no Colorado, onde o Ben Henderson nasceu e foi criado. Foi muito estranho isso. Por isso ele estava preocupado em lutar no Brasil contra o Aldo”, disse Ricardo em entrevista ao Sportv.com.

O treinador garantiu que Frankie não se importará com as vaias que certamente virão do público brasileiro.

“O Frankie está acostumado, é vaiado em qualquer lugar. Foi vaiado contra o BJ (Penn), contra o Ben Henderson, e no fim todo mundo gritava o nome dele. Ele tem esse estigma de ser o Rocky Balboa do UFC. Tenho certeza de que, independente do resultado, ele vai sair dali com o público amarradão nele.”