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quarta-feira, 20 de junho de 2012 16:48

Robert Scheidt relembra medalhas e disputa com rival

Brasileiro duelou com velejador britânico em três Olimpíadas


Duas das principais lembranças do bicampeão olímpico Robert Scheidt envolvem um dos seus principais adversários, o velejador britânico Ben Ainslie.

Scheidt, que é 11 vezes campeão mundial de iatismo, ganhou sua primeira medalha de ouro nos Jogos de Atlanta, em 1996, aos 23 anos, em uma disputa emocionante contra Ainslie, que ficou com a prata.

"A minha primeira Olimpíada - a primeira medalha de ouro e a disputa com o Ben Ainsle - foi o momento que mudou minha carreira e a minha vida", disse o brasileiro à BBC Brasil.

Robert Scheidt (© Divulgação)

Scheidt é uma das esperanças de ouro do Brasil

A rivalidade atingiu outro momento crucial na olimpíada de Sydney, em 2000, quando o resultado se inverteu - Ainslie conseguiu o ouro e o brasileiro ficou com a medalha de prata.

Scheidt precisava estar somente entre os 20 primeiros colocados na regata final, mas em uma série de manobras agressivas, Ben Ainslie o levou a um erro que causou sua desqualificação.

"Em Sidney, a derrota para o Ben Ainsle foi muito dura e muito frustrante, pelo modo como a medalha de ouro estava muito próxima e escapou", diz o atleta.

"Mas depois que a Olimpíada passou eu fiquei feliz porque conquistei uma medalha de prata Olímpica, que é um sonho de muita gente. As pessoas querem ver o ouro, mas uma medalha de prata ou de bronze olímpica são resultados incríveis."

Apesar da frustração, ele diz também que a derrota em Sydney foi um momento de aprendizado técnico para a próxima etapa de sua carreira.

"Aprendi uma grande lição, foi uma regata muito dura e levei essa experiência. Eu não estava preparado para a agressividade da tática que ele apresentou naquele momento", relembra.

'Rivalidade incrível'

Em entrevista à BBC Brasil, Ben Ainsle, três vezes campeão olímpico, disse que a primeira derrota para Robert Scheidt também foi um momento de aprendizado. "Me lembro que todas as disputas com Robert foram muito duras. Ele era um velejador e um competidor incrível", disse.

"Na última corrida de 1996 nós dois tínhamos queimado a largada e fomos desqualificados, e isso deu o ouro a Robert e a prata a mim. Na época eu fiquei muito decepcionado, mas isso me deu muita determinação para derrotá-lo em Sydney em 2000."

"Para nós dois (a final em Sydney) foi um momento incrível e um que nós nunca esqueceremos. Acho que eu pensava que sempre iríamos chegar àquela situação (um contra o outro), porque estávamos tão próximos em 1996 e 2000. Talvez tenha sido por isso que treinei para aquela situação usando táticas agressivas e funcionou."

Depois da vitória em 2000, Ainslie chegou a receber e-mails de torcedores brasileiros com insultos e ameaças de morte, mas diz ter somente boas lembranças da disputa com Scheidt.

"Aquelas foram algumas das melhores regatas que já tive em minha carreira - se não as melhores. Algumas das regatas que fiz com ele ou contra ele ficarão em minha memória para sempre, me lembrarei com carinho da competição difícil e da rivalidade incrível."

Consagração

Recuperado da decepção em 2000, Scheidt voltou ao topo do pódio em 2004, em Atenas, quando igualou o recorde de duas medalhas de ouro do atleta Adhemar Ferreira da Silva.

"Em Atenas foi uma consagração. Consegui me superar porque ali o vento era fraco e na (categoria) Laser, sempre preferi vento mais forte. Mesmo assim consegui a segunda medalha de ouro, que era um recorde que só o Adhemar Ferreira tinha", disse à BBC Brasil.

"Na minha primeira Olimpíada, em 1996, ele tinha feito o discurso de motivação dos atletas e falou sobre as duas vitórias dele, foi muito emocionante."

Em 2006, o velejador decidiu mudar para a categoria Star, em que usa um barco maior em dupla com Bruno Prada. Apesar do pouco tempo na nova categoria, a dupla conseguiu a medalha de prata em Pequim, em 2008, no que Scheidt se lembra como sendo mais um grande momento em sua participação em Olimpíadas.

"Em Pequim ainda faltava um pouco para nós como dupla, não tínhamos a experiência que temos hoje com o barco", admite.

"(A medalha de prata) foi um gostinho especial, porque até o meio da Olimpíada estávamos em 8º lugar. Eu tinha ficado doente pouco tempo antes de começarem os Jogos. Nos primeiros dias eu não estava muito bem e depois conseguimos recuperar."

Nascido em São Paulo, Scheidt começou a velejar aos 9 anos e ganhou seu primeiro título, de campeão sul-americano, aos 11.

Às vésperas de sua quinta Olimpíada, ele diz que, apesar de confiante, se mantém atento aos adversários mais fortes - até mesmo os que surgem na última hora.

"A dupla inglesa atual campeã olímpica é muito forte, mas também temos a dupla da Polônia, a dupla da Suécia, a dupla da Suíça. Em Olimpíada sempre tem uma dupla que está tranquila, veleja bem naquela semana e entra na zona de medalha", diz.

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